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CRÔNICA | A VERDADEIRA MÃE 24 HORAS | POR MARIA APARECIDA DANTE CRUZ - PRESIDENTE DA FRAFREM

HOMENAGEM AO DIA DAS MÃES
Crônica por Maria Aparecida Dante Cruz

MAMAE

Há enorme variedade de mães, mas uma especial poderia ser denominada ”mãe 24 horas”, ela vangloria-se de sua presença atuante/extenuante na rotina dos filhos, mas não percebe o quanto o excesso pode ser prejudicial. Deixa de viver a sua própria vida, para que não lhe escape nenhum deslize da sua prole. Tem a pretensão de ser psicóloga, professora, motorista, policial, cartomante, chefe de torcida e líder das reuniões de Pais e Mestres.

Mãe é aquela que muitas vezes sofre para o filho não sofrer, chora para ele não chorar, não come para ele comer, não segue sua vida pessoal, profissional, para que o filho tenha sucesso, deixa de estudar para vê-lo na melhor escola. Mãe canaliza todos os seus esforços, economia, tempo, sabedoria desejando que seu filho seja alguém de sucesso. Ela nos mostra o que é certo, indica os melhores caminhos, e nos proporciona um amor verdadeiro e incondicional. Mas, para que tenhamos esse tão desejado sucesso precisamos ter uma família em harmonia, que se ama mutuamente, permanece unida por uma vida toda. Ela é também, fonte de exemplo para todas as gerações, inspirando a formação de novas famílias. É também no ambiente familiar que conhecemos nossos primeiros valores e recebemos as primeiras regras sociais.

Não sem motivos, a família é reconhecida como a principal célula na formação de uma sociedade equilibrada.

Não podemos esquecer que, cada um tem um papel fundamental dentro de casa, onde existem direitos e deveres e todos devem cumprir suas obrigações. Aí entra o respeito mútuo, a consideração pelos mais velhos, as tarefas domésticas, os deveres diários que, em muitas situações ficam por conta somente da mãe. Nestes casos, a família permanece em desarmonia, sobrecarregando apenas um integrante, tornando instável a união do lar e a estrutura familiar. Quanto mais pobre a família, maior a chance de que ela seja chefiada pela mulher. Ela é quem dá o alicerce à família, cura feridas. Ela é capaz de tudo que se propõe a fazer com amor e dedicação.

Chega um tempo que vêm a dura realidade dos quartos vazios, a casa que, antes, transpirava a alegria própria dos jovens, onde havia tempo para longas conversas e brincadeiras, agora, experimenta um inquietante e desconhecido silêncio. Os filhos se casaram depois de cumprirem suas missões, ultrapassaram barreiras, construíram seus nomes, experimentaram fracassos, obtiveram vitórias e quando o silêncio absoluto reinar, a mãe que sempre exaltou com a desordem da casa, a poluição do som das músicas, a pia da cozinha que antes ficava repleta de copos usados e que, ao fim do estoque, eram substituídos pelas xícaras, o fogão passou a ser quase uma peça decorativa: não há leite derramado ou respingos de gordura. A contabilidade doméstica demonstra que houve um visível aumento nas compras de medicamentos e uma acentuada redução nos gêneros alimentícios e limpeza. Daí vêm a lembrança dos bons tempos em que percorria os corredores do supermercado a procura de tudo aquilo que agradasse aos filhos. Os pais voltam à dura realidade de percorrer os quartos vazios que provocam uma emoção que vai além da saudade. Procure aceitar o inevitável com dignidade porque a natureza da saudade é sábia que deixa as coisas passarem, como se não passassem, mas iluminada pela memória, ganha contorno e expressão de felicidade. Melhor seguirmos a sabedoria dos pássaros, quando o filhote cresce , a mãe chuta ele do ninho para aprender a voar. Então, vamos deixar que eles voam enfrentando as frustrações e somente assim irão crescer. Contudo, aos poucos muitos pais vão ficando um pouco órfãos dos próprios filhos, com suas famílias formada, filhos já na fase adulta, vários rompem os laços com os pais e chegam até negligenciar seus idosos. Quantas vezes essa mãe deve ter largado seus afazeres para levar seus filhos ao médico, com uma febre insistente, um braço fraturado, um pé torcido, um corte na testa, um dedinho espremido na porta. Quantas noites deve ter passado vigilante por alguma anormalidade que só as mães possuem o dom de perceber em suas crias?

Preocupamo-nos em fazer as crianças felizes, mas nos esquecemos do desamparo vivido pelos idosos. Poucos têm paciência de ouvir e demonstrar entusiasmos pelos casos contados pela centésima vez. Invisíveis, eles acabam fabricando doenças e partem em silêncio. Chega o momento em que só nos resta ficar de longe torcendo e rezando, para que os filhos acertem nas escolhas em busca da felicidade e que conquistem o sucesso. O jeito é esperar: qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso. Por isso os avós são tão dedicados e distribuem tão incontrolável carinho. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto. Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que eles cresçam.

Aprendemos a ser filhos depois que somos pais. Só aprendemos a ser pais depois que somos avós......!

Mãe, por mais que falemos ainda é pouco, não conseguiremos expressar tamanha dedicação, afeto, carinho, cuidado e amor.

Este dia dedicado as mães é muito pouco para alguém que é mãe a vida inteira, tendo os mesmos sentimentos até a velhice.

Parabéns às mães, Deus as abençoe em qualquer tempo, qualquer lugar.

Vocês são especiais!!!!

Parabéns pelo seu dia!


Maria Aparecida Dante Cruz
Presidente da Fraternidade Feminina Cruzeiro do Sul

 
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